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Tanatologia

Tanatologia é a ciência da vida e da morte que visa entender o processo do morrer e do luto. E, simultaneamente, humanizar o atendimento aos que estão sofrendo perdas graves, podendo contribuir dessa forma na melhor qualificação dos profissionais que se interessam pelos Cuidados Paliativos, procedimentos que visam atenuar a dor e o sofrimento e aprimorar a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares diante de uma quadro ou doença terminal.

Objetivos do trabalho do psicólogo:

• Ajudar a pessoa a enfrentar a crise, auxiliando-a a expressar seus sentimentos.

• Ajudar a pessoa a descobrir os fatos, desmistificando fantasias e esclarecendo suas dúvidas, evitando especulações sobre a doença.

• Não dar a pessoa uma falsa confiança, oferecendo ajuda e reconhecendo a validade de seus temores.

• Não encorajar a pessoa a culpar as outras.

• Ajudá-la a aceitar ajuda.

• Incentivar e sugerir uma reorganização das tarefas cotidianas, para que a pessoa receba assistência.

 

 

As reações consideradas normais no luto são:


• Sensações físicas: sensação de vazio no estômago; aperto no peito; nó na garganta; extrema sensibilidade ao barulho; sentimento de irrealidade e despersonalização; respiração curta; falta de ar; fraqueza muscular; baixa energia e secura na boca;


• Cognições ou padrões diferentes de pensamento: descrença (reação inicial numa função protetora), confusão, preocupação, sensação de presença e alucinações (ex: ouvir a voz do falecido ou achar ter visto sua imagem);

• Comportamentos associados: distúrbios do sono, do apetite, comportamento aéreo, tendência a esquecer das coisas, isolamento social, sonhos com a pessoa que faleceu, evitação de coisas que lembrem o morto, procurar e chamar pela pessoa, suspiros, hiperatividade, choro, dentre outros;

• Sentimentos: frustração, dor, sofrimento, revolta, etc.

• A insensibilidade pode manifestar-se como um período de indiferença que não deve persistir por mais de duas semanas. Intelectualmente, há uma conformidade com o que aconteceu, mas sem estar acompanhado de sentimento. A sensação para a pessoa é de um sonho, pois se sente perdida e irreal.

Já os indícios de um luto não elaborado incluem:

→ a pessoa não consegue falar do morto sem se fazer acompanhar de sentimentos intensos;

→ pequenos fatos desencadeiam intensa reação de luto;

→ o enlutado não quer mexer com os pertences do morto;

→ o enlutado apresenta sintomas físicos iguais àqueles que o morto sentia;

→ o enlutado faz mudanças radicais em seu estilo de vida no pós-perda ou exclui de seu relacionamento pessoas com as quais convivia antes da perda;

→ o enlutado pode apresentar depressão (doença) ou euforia (extrema reação de bem-estar com ideias ou reações fora da realidade);

→ como uma compensação pela perda o enlutado, identificando-se com o morto, tem uma compulsão por imitá-lo;

→ aparecimento de impulsos autodestrutivos numa variedade de situações;

→ uma tristeza não justificada em datas nas quais o enlutado passava com o morto, como feriados e aniversários;

→ o enlutado apresenta fobia de alguma doença ou morte relacionada ao acontecimento com o morto;

→ uma falta de contato com o que cercou a morte, tais como participação em rituais e visitas ao túmulo.



Por estas considerações, entende-se que o entendimento sobre o processo da morte ou do morrer é necessário, não apenas, para a visão do profissional da área da saúde, mas também para sua própria vivência pessoal.

Tags: Tanatologia BH | Psicóloga BH | Tatiana Guimarães

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